Como já noticiamos aqui no Econosco, esse verão tem sido, até agora, muito quente na Europa. Em Karlsruhe, por exemplo, que fica na região mais quente (ou, para nós cariocas, menos fria) da Alemanha, durante mais de duas semanas os termômetros passaram diariamente dos trinta e poucos graus, o que, segundo comenta-se por aqui, não acontecia desde 2003, quando alguns idosos chegaram a morrer por causa do calor.
E uma coisa chama a atenção, pelo menos de quem sempre viveu no Rio de Janeiro: aqui não tem ar-condicionado. Nem nas casas, nem no transporte público (fora nos trens mais caros), nem na imensa – gigantesca – maioria dos prédios. Em suma, aqui também faz calor, sim, mas ninguém parece estar preparado para isso. Até o começo do verão não havia ventiladores à venda, agora esgotaram-se os estoques.
Outro exemplo: o mais importante meio de transporte público que circula pela maioria das cidades médias européias são os “trams”, trens elétricos de superfície. Pois bem, os “trams” daqui não têm ar-condicionado (ou, se têm, estes parecem não funcionar) e, como eles são feitos para ficarem aquecidos no inverno, a única coisa que abre das janelas é uma pequena escotilha no alto. Dá pra imaginar a temperatura (e o buquê, diga-se de passagem)?
É desconfortável? Sim. Mas também (quase) não mata. E a impressão que se tem é de que o impacto ambiental nessa região diminui muito nessa época do ano. É só um palpite, mas veja-se: a calefação que funcionou durante todo o inverno (a nossa ficou ligada cerca de 4 meses) está desligada e, não havendo ar-condicionado, o consumo de eletricidade e de gás não tem porque não cair drasticamente. Além disso, aumenta muito o número de pessoas que passam a utilizar a bicicleta como principal meio de transporte.
Talvez a comparação entre a pequena Karlsruhe e a grande cidade do Rio não caiba, mas vale a reflexão.
Piscina pública em Karlsruhe às margens do rio Reno (Julho/2010).








