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	<title>Econosco</title>
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		<title>Equador não explorará seu petróleo amazônico</title>
		<link>http://www.econosco.com.br/2010/08/equador-nao-explorara-seu-petroleo-amazonico/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 11:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Governo do Equador e ONU fazem acordo para não explorar petróleo em importante reserva de biodiversidade em troca de indenização bilionária]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A imprensa noticiou timidamente esta semana o fato de o Equador ter firmado no último dia 3 de agosto um acordo pelo qual se compromete a deixar no subsolo durante pelo menos mais dez anos uma das suas mais importantes reservas de petróleo. Em troca, o país receberá da comunidade internacional, de outros países e de doadores privados cerca de 3,6 bilhões de dólares de indenização. O fato, nos parece, merece mais atenção.</p>
<p>Antes de mais nada porque as tais reservas, concentradas nos campos petrolíferos de Ishpingo, Tiputini e Tambococha, encontram-se integralmente na região amazônica e, em grande parte, sob o Parque Nacional do Yasuni, que, com seus 950 000 hectares de selva, constitui uma das mais importantes reservas de biodiversidade do mundo. Ademais, sabe-se que em seu interior ainda há pelo menos dois grupos indígenas sem nenhum ou com pouco contato com a “civilização”. E mesmo com a mais moderna das tecnologias e todo o cuidado, a exploração de petróleo em uma importante reserva de biodiversidade sempre terá impactos negativos. O Golfo do México vem nos mostrando que nós nunca estamos inteiramente no controle.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Parque-Nacional-Yasuni-22.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-480" title="Parque Nacional Yasuni 2" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Parque-Nacional-Yasuni-22.jpg" alt="" width="377" height="383" /></a></p>
<p>Por outro lado, como ressaltou a ministra equatoriana do patrimônio, Maria Fernanda Espinosa, a decisão de não explorar esses campos foi extremamente difícil, uma vez que eles concentram 20% do total das reservas petrolíferas confirmadas do país – ou cerca de 846 milhões de barris. O Equador é, entre os membros da OPEP, o que possui as menores reservas.</p>
<p>As doações serão depositadas em um fundo administrado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e controlado pelo próprio Equador. Alemanha, Espanha, Bélgica e França já anunciaram que farão contribuições.</p>
<p>O cálculo da indenização foi feito com base no Protocolo de Quioto. Deixando de explorar essas reservas de petróleo, o Equador evitaria a emissão para a atmosfera de 407 milhões de toneladas de CO<sub>2</sub>. Isso equivale às emissões anuais de um país como o Brasil ou a França. Assim, considerando o preço atual da tonelada de carbono, chegou-se ao valor de 7 bilhões de dólares para a não emissão desses gases, e o Equador agora pede à comunidade internacional que arque com a metade dessa quantia, pagável em 12 anos.</p>
<p>Caso o valor não seja atingido, o país recuperará o direito a explorar as reservas. Por outro lado, os doadores receberão títulos a serem pagos pelo país caso ele não cumpra com a sua parte do acordo e decida levar adiante a exploração.</p>
<p>O jornal francês Le Monde lembra que em 2009, durante a Conferência de Copenhagen, a iniciativa estava prestes a ser assinada quando o presidente equatoriano Rafael Corrêa suspendeu a assinatura do documento de criação do fundo que receberá as doações. “Economista de esquerda tardiamente convertido à defesa do meio ambiente, o presidente equatoriano criticaria algumas semanas mais tarde o “ambientalismo infantil”, relata o jornal. (<a href="http://www.lemonde.fr/planete/article/2010/08/03/l-equateur-renonce-a-son-petrole-amazonien_1395072_3244.html">http://www.lemonde.fr/planete/article/2010/08/03/l-equateur-renonce-a-son-petrole-amazonien_1395072_3244.html</a>)</p>
<p>Outra dificuldade apontada pela ministra do patrimônio equatoriana foi o ineditismo da inciativa. Segundo ela, por falta de jurisprudência sobre casos semelhantes, por falta de experiências internacionais comparáveis, teria sido necessária muita criatividade para dar forma à idéia. Ao fim, cinco áreas foram definidas como destinatárias do dinheiro depositado no fundo: energias renováveis, reflorestamento, reservas naturais, desenvolvimento social da Amazônia e ciência e tecnologia.</p>
<p>O Le Monde aponta ainda que o fato do fundo ser gerido pelo PNUMA impede que ele fique sujeito aos humores políticos do Equador e que a maior garantia de viabilidade do projeto é o apoio que ele tem recebido da população do país. Segundo uma sondagem, 76% dos equatorianos apoiariam a não-exploração de petróleo na região do parque Yasuni. “Um recorde em um país pouco habituado ao consenso”, afirma o jornal.</p>
<p>Sem conhecer os termos do acordo, só podemos louvar a iniciativa, mas temos que torcer para que o clima político favorável ao acordo se mantenha por muitos e muitos anos. Um único presidente demagogo e pouco afeito à democracia pode, alegando a mesma ladainha patriótica e nacionalista que todos já conhecemos, romper com o acordo, explorar as ditas reservas e se recusar a devolver os fundos. A soberania nacional já foi usada, mais de uma vez, para justificar esse tipo de coisa. Evo Morales e Hugo Chaves estão aí de prova.</p>
<p>Por outro lado, a comunidade internacional geralmente tem muito pouco a fazer, juridicamente falando, nesses casos. Que tribunal seria competente para avaliar e julgar um eventual descumprimento do acordo por parte do Equador? Que sanções poderiam ser impostas ao país? Quem souber a resposta, ou conhecer os termos do acordo, que o diga. E isso é um convite a todos vocês.</p>
<p>Para saber mais, leia também <a rel="nofollow" href="http://www.oecoamazonia.com/br/reportagens/equador/53-equador-mostra-vontade-politica-para-salvar-yasuni" target="_blank">http://www.oecoamazonia.com/br/reportagens/equador/53-equador-mostra-vontade-politica-para-salvar-yasuni</a></p>
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		<title>O começo do fim das touradas?</title>
		<link>http://www.econosco.com.br/2010/07/o-comeco-do-fim-das-touradas/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 20:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Parlamento da Catalunha aprovou a interdição das touradas na região. É uma vitória importante para o direito dos animais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma votação que vem sendo considerada por alguns uma vitória histórica dos defensores dos direitos dos animais, o Parlamento da Catalunha aprovou hoje pela manhã a interdição das touradas na região autônoma.</p>
<p>Após sete meses de debates, inclusive na mídia, a maioria dos deputados (68 foram a favor da proibição, enquanto 55 se opuseram a ela) decidiu acolher a iniciativa de uma organização chamada “iniciativa legislativa popular”, que recolhera 180 mil assinaturas de pessoas que apoiavam o fim das tradicionais exibições. A medida só entrará em vigor em 2012, mas já vem gerando inúmeras manifestações, de aprovação e de descontentamento, pelas ruas da Espanha.</p>
<p>Os que se opõem à interdição alegam motivos econômicos e sociais. O custo do fim das touradas se elevaria a cerca de 500 milhões de euros, 400 milhões apenas para a indenização dos cerca de 40 mil trabalhadores do setor, que ademais gera bilhões de euros por ano. Além disso, eles alegam razões políticas: as “corridas” fariam parte da identidade catalã, cumprindo uma função social, e a sua interdição seria uma retaliação por parte do governo espanhol à posição separatista da região.</p>
<p>Aqueles a favor da interdição esperam que a moda pegue. A Catalunha foi a segunda região autônoma da Espanha a banir as touradas (o arquipélago das Canárias fizera o mesmo em 1991), já que em número de corridas a Catalunha não chega a ser representativa (no ano passado foram realizadas 18 touradas em Barcelona, contra 343 em Madri). E rezam para que ela se estenda também a outros esportes que implicam maus tratos a animais, suspensas pela mesma decisão. É o caso, por exemplo, dos “corretoros”, que consiste em cercar um touro ou um novilho e provocar nele feridas de natureza e gravidade variadas, mas que não levem à sua morte.</p>
<p>O caso não é exatamente ambiental. O número de animais envolvidos pode ser considerado ínfimo e o fim da prática não terá qualquer impacto, por exemplo, sobre a agropecuária (ela sim, com seus impactos significativos). O que estava em pauta era acima de tudo a forma como esses animais eram tratados, feridos ou mortos. Ainda assim, a decisão é muito importante.</p>
<p>Primeiramente porque o debate que a precedeu, e a sua duração, mostra claramente o valor que nós humanos colocamos na vida desses animais; mostra como numa nação que participou ativamente da disseminação da cultura européia pelo mundo ainda há, em pleno século XXI, lugar para a barbárie, para manifestações públicas de prazer sádico no sofrimento alheio. E isso explica muito.</p>
<p>Mas o lado mais importante da decisão está na ousadia do reconhecimento político de direitos, oponíveis a nós humanos, a “simples” animais.</p>
<p>Vejam que se confrontarmos os argumentos expostos por quem defende as touradas e por quem se opõe a elas há uma grande disparidade: de um lado razões de ordem econômica, cultural, histórica; de outro, unicamente o direito de bovinos a não serem submetidos a tratamentos cruéis – em suma, a não serem mortos lentamente e com requintes de crueldade para a nossa macabra diversão.</p>
<p>O caráter ousado da decisão repousa sobre uma limitação jurídica histórica. Para o direito, o mundo divide-se entre sujeitos – que são em suma os seres humanos –, aos quais são reconhecidos direitos e impostos deveres, e coisas, que não são evidentemente titulares de direito algum e cuja única importância jurídica é o seu caráter patrimonial. Historicamente, os animais sempre foram “coisas”.</p>
<p>Não é todo dia, portanto, que um direito cujos titulares são animais prevalece, por si só, sobre um direito nosso. Isso implica reconhecer a essas “coisas” direitos que nem nós, “sujeitos”, podemos desrespeitar. Mas tomara que a moda pegue.</p>
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		<title>Verão sem ar condicionado</title>
		<link>http://www.econosco.com.br/2010/07/verao-sem-ar-condicionado/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 20:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[O calor atípico desse verão na Europa deixa evidente a falta de preparo para receber as altas temperaturas. Mas como será que esse "despreparo" afeta o meio ambiente. Aqui vai uma reflexão.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como já noticiamos aqui no Econosco, esse verão tem sido, até agora, muito quente na Europa. Em Karlsruhe, por exemplo, que fica na região mais quente (ou, para nós cariocas, menos fria) da Alemanha, durante mais de duas semanas os termômetros passaram diariamente dos trinta e poucos graus, o que, segundo comenta-se por aqui, não acontecia desde 2003, quando alguns idosos chegaram a morrer por causa do calor.</p>
<p>E uma coisa chama a atenção, pelo menos de quem sempre viveu no Rio de Janeiro: aqui não tem ar-condicionado. Nem nas casas, nem no transporte público (fora nos trens mais caros), nem na imensa – gigantesca – maioria dos prédios. Em suma, aqui também faz calor, sim, mas ninguém parece estar preparado para isso. Até o começo do verão não havia ventiladores à venda, agora esgotaram-se os estoques.</p>
<p>Outro exemplo: o mais importante meio de transporte público que circula pela maioria das cidades médias européias são os “trams”, trens elétricos de superfície. Pois bem, os “trams” daqui não têm ar-condicionado (ou, se têm, estes parecem não funcionar) e, como eles são feitos para ficarem aquecidos no inverno, a única coisa que abre das janelas é uma pequena escotilha no alto. Dá pra imaginar a temperatura (e o buquê, diga-se de passagem)?</p>
<p>É desconfortável? Sim. Mas também (quase) não mata. E a impressão que se tem é de que o impacto ambiental nessa região diminui muito nessa época do ano. É só um palpite, mas veja-se: a calefação que funcionou durante todo o inverno (a nossa ficou ligada cerca de 4 meses) está desligada e, não havendo ar-condicionado, o consumo de eletricidade e de gás não tem porque não cair drasticamente. Além disso, aumenta muito o número de pessoas que passam a utilizar a bicicleta como principal meio de transporte.</p>
<p>Talvez a comparação entre a pequena Karlsruhe e a grande cidade do Rio não caiba, mas vale a reflexão.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Piscina.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-465" title="Piscina" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Piscina.jpg" alt="" width="428" height="286" /></a></p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/07/IMG_0255.jpg"></a></p>
<p>Piscina pública em Karlsruhe às margens do rio Reno (Julho/2010).</p>
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		<title>Polêmica sobre os carros do Tour de France</title>
		<link>http://www.econosco.com.br/2010/07/446/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 21:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Aberta a temporada das grandes provas de ciclismo, surge uma polêmica que, entre outras coisas, chama a atenção para o impacto ambiental desse esporte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A chegada do calor na Europa vem, há anos, acompanhada da realização das maiores provas ciclísticas do mundo. Milan-San Remo, Paris-Roubaix, o Giro d’Itália, o Tour da Suíça, a Volta da Espanha e a mais famosa de todas, o Tour de France, para citar apenas alguns exemplos. Para quem gosta, é uma festa.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Ciclismo-Fãs3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-455" title="Ciclismo Fãs" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Ciclismo-Fãs3.jpg" alt="" width="242" height="322" /></a></p>
<p>(Foto: <a href="http://www.rai.it">www.rai.it</a>)</p>
<p>E o melhor de tudo, uma festa que gira em torno de um esporte cujo impacto ambiental é mínimo, certo? Depende.</p>
<p>As grandes provas ciclísticas são compostas de um número razoavelmente grande de corredores (o Tour de France tem cerca de 200 participantes, divididos em 22 equipes). Fora as embalagens de comida e garrafas plásticas que atiram para os lados da estrada, esses atletas não causam impacto ambiental quase nenhum durante a competição. E as tais garrafas (caramanholas, no jargão) ainda por cima são quase todas recolhidas pelos fãs como souvenires.</p>
<p>Tradicionalmente, porém, esses atletas são seguidos, durante todo o percurso, por uma verdadeira caravana de carros e motos, alguns deles essenciais, como os que transportam os organizadores da prova, mecânicos, médicos, a imprensa e a polícia que abre o caminho em meio aos fãs (sim, eles se amontoam aos milhares à beira da estrada, chegando a causar acidentes).</p>
<p>Outros, porém, vêm sendo vistos como dispensáveis e até prejudiciais ao esporte. Trata-se dos carros que transportam os chamados diretores esportivos de cada equipe, uma espécie de técnico que ajusta, durante a prova, a estratégia dos seus comandados.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Carros-Tour-de-France.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-448" title="Carros Tour de France" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Carros-Tour-de-France.jpg" alt="" width="294" height="196" /></a></p>
<p>A polêmica sobre se esses diretores devem ou não continuar a acompanhar as provas foi recentemente objeto de uma matéria na revista francesa especializada Vélo Magazine e em meio a diversos argumentos de ordem técnica e estratégica, alega-se que esses carros, além de tudo, representam um impacto ambiental significativo dentro do contexto.</p>
<p>A conta apresentada pela revista, usando como exemplo o Tour de France, é a seguinte: cada uma das 22 equipes participantes tem direito a dois carros de diretores esportivos durante quase todo o trajeto. Cada um desses carros, cheio de bicicletas no teto, emitiria cerca de 270 gCO<sub>2</sub>/km. O Tour desse ano percorrerá 3.642 km em 23 etapas, o que significa que a abolição dos carros dos diretores esportivos economizaria, sozinha, algo em torno de 43 toneladas de CO<sub>2</sub> em emissões, em um esporte que sempre teve fama de “limpo”.</p>
<p>Para maiores informações sobre o Tour de France, acesse <a href="http://www.letour.fr">www.letour.fr</a>.</p>
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		<title>Primavera chega quente na Alemanha</title>
		<link>http://www.econosco.com.br/2010/05/primavera-chega-na-europa/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 16:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Alemanha os termômetros bateram recorde já no início da primavera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_2121.jpg"></a>Na Alemanha os termômetros bateram recorde já no início da primavera.  A população tirou suas roupas de verão do fundo do armário e saiu correndo, literalmente, para as ruas, parques e lagos. O churrasco, feito com muita carne de porco, é um dos programas favoritos do alemão. As carnes dos supermercados de Karlsruhe quase acabaram no primeiro final de semana realmente quente (30 graus Celsius). Outros dois programas preferidos dos alemães são os esportes da época (escaladas, pedaladas, futebol&#8230;) e beber muita cerveja nos famosos <em>Biergarten </em>(bares ao ar livre).</p>
<p>Segundo os pesquisadores norte americanos da <em>National Oceanic and Atmospheric Administration </em>(NOAA), este ano teve o mês de março mais quentes desde o início do registro da temperatura, em janeiro de 1880. A média do mês de março no século XX foi de 12,7 graus Celsius e, em 2010, de 13,5 graus Celsius, representando um aumento de 0,8 graus. O primeiro trimestre desse ano também foi o mais quente já registrado. Os pesquisadores suspeitam que a razão para essas altas temperaturas seja o fenômeno climático El Niño, que eleva as temperaturas nos oceanos Pacífico e Atlântico.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_21211.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-433" title="IMG_2121" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/05/IMG_21211.jpg" alt="" width="454" height="341" /></a></p>
<p>Foto do gramado do castelo de Karlsruhe no último dia 17 de abril</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Que sacola usar? Estudo francês mostra o caminho para a resposta</title>
		<link>http://www.econosco.com.br/2010/05/que-sacola-usar/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 15:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Plástico, papel ou biodegradável: qual sacola é menos impactante para o meio ambiente? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é menos impactante para o meio ambiente? Sacolas biodegradáveis, de papel ou as de plástico comum? Essa resposta depende de uma série de aspectos que devem ser levados em consideração, entre eles como cada uma delas é produzida (quais são os recursos materiais consumidos para sua fabricação) e qual o sistema de tratamento do lixo local (coleta seletiva, aterro sanitário, lixão, incineração, reciclagem&#8230;).</p>
<p>Um estudo encomendado pela rede de supermercados <em>Carrefour </em>à empresa francesa <em>Ecobilan </em>(da <em>PriceWaterHouseCoopers</em>) comparou os impactos ambientais das sacolas disponibilizadas para os seus clientes na França. O estudo foi realizado com base na ferramenta de &#8220;Avaliação do Ciclo de Vida&#8221; . Quatro tipos foram analisados:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Estudo-Carefour3.jpg"><img class="size-full wp-image-419 aligncenter" title="Estudo Carefour" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Estudo-Carefour3.jpg" alt="" width="547" height="135" /></a></p>
<p>(1) sacola biodegradável à base de amido de milho (25 litros);</p>
<p>(2) sacola plástica comum, dessas distribuídas nos supermercados (14 litros);</p>
<p>(3) sacola de papel (20 litros);</p>
<p>(4) sacola plástica reutilizável, dessas mais resistentes (37 litros).</p>
<p>A unidade de comparação adotada pelo estudo foi o número de sacolas necessário para embalar 9.000 litros de produtos vendidos no Carrefour, o que corresponde ao consumo médio anual de um cliente francês.</p>
<p>Ao contrário do que seria de se esperar, as sacolas plásticas comuns se saíram melhor do que as sacolas de papel e biodegradáveis para a maioria dos indicadores ambientais. Elas só apresentaram piores resultados no que diz respeito ao risco ambiental que representam quando jogadas no meio ambiente.</p>
<p>Dentre as conclusões do estudo, tem-se que para uma reutilização superior ou igual a 4 vezes, a sacola reutilizável é mais indicada que a sacola comum para todos os indicadores de impacto ambiental considerados (emissão de gases de efeito estufa, consumo de energia e de água, acidificação atmosférica, eutrofização, produção de resíduos&#8230;). A hipótese de reutilização da sacola comum como saco de lixo também foi considerada no estudo. Nesse caso, para que a sacola plástica reutilizável apresente melhores resultados em todos os indicadores ambientais considerados, elas devem ser utilizadas de 6 a 9 vezes.</p>
<p>Vale ressaltar que esse estudo foi realizado especificamente para a rede Carrefour instalada na França, ou seja, não se aplica ao Brasil. É uma boa indicação no entanto, da complexidade que envolve a resposta à pergunta &#8220;que sacola usar&#8221;. Diversos fatores devem ser levados em consideração. No caso específico, por exemplo, a destinação final dessas sacolas e o número de usos dado a cada uma delas mostraram-se fundamentais na avaliação de seus impactos no meio ambiente.</p>
<p>Quem tiver interesse no estudo, segue a referência (em francês):</p>
<p><a href="http://www.ademe.fr/htdocs/actualite/rapport_carrefour_post_revue_critique_v4.pdf">http://www.ademe.fr/htdocs/actualite/rapport_carrefour_post_revue_critique_v4.pdf</a></p>
<p>Artigo relacionados: <a href="http://www.econosco.com.br/category/o-eco/">www.econosco.com.br/category/o-eco/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cidade do México investe na redução das emissões de CO2</title>
		<link>http://www.econosco.com.br/2010/04/cidade-do-mexico-investe-na-reducao-das-emissoes-de-co2/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Apr 2010 21:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Cidade do México, considerada uma das mais poluídas do mundo, investe no sistema de transporte para reduzir as emissões de CO2. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Cidade do México fica quase diariamente sob um espesso nevoeiro. Com o projeto “Plano Verde” o governo mexicano espera limpar mais o ar e reduzir milhões de toneladas as emissões de CO2. A idéia é modernizar os transportes públicos com o desenvolvimento de um sistema de aluguel de bicicletas &#8211; que é de graça nos 30 minutos iniciais – e de uma rede de ciclovias, a criação de faixas exclusivas para circulação de ônibus integrados ao metrô – que ganhará uma nova linha –, e o fechamento de ruas ao tráfego de veículos.</p>
<p>Esse projeto foi bem recebido no último encontro da COP15 em Copenhagen, por ser uma iniciativa de porte em um país em desenvolvimento. O objetivo do projeto não é só a modernização dos transportes, mas também do fornecimento de água e energia.  O projeto prevê o investimento de 3,4 bilhões de euros entre 2008 e 2012 na cidade, que tem quase nove milhões de habitantes. Com isso espera-se reduzir as emissões de CO2 em cerca de 4,4 milhões de toneladas por ano, dos quais 1,8 milhão de toneladas provenientes do sistema de transporte. <strong></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Iniciativas que nós apoiamos &#8211; visite</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 18:16:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nós apoiamos]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui você encontra informações e links sobre iniciativas sociais e ambientais que nós achamos que merecem atenção e que talvez possam te interessar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui você encontra informações e links sobre iniciativas sociais e ambientais que nós achamos que merecem atenção e que talvez possam te interessar.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Creche-Viva-Logo1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-337" title="Creche Viva Logo1" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Creche-Viva-Logo1.jpg" alt="Creche Viva Logo1" width="125" height="125" /></a></p>
<p><strong>Associação Creche Viva </strong>- uma associação civil sem fins lucrativos que funciona desde 2002 na Favela da Rocinha.</p>
<p>(<a href="http://www.crecheviva.com.br/index.php">http://www.crecheviva.com.br/index.php</a>)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/02/OMEP-logo1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-338" title="OMEP logo1" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/02/OMEP-logo1.jpg" alt="OMEP logo1" width="125" height="125" /></a>Organização Mundial para Educação Pré-Escolar</strong> &#8211; órgão consultivo da UNESCO e do UNICEF, fundado em 1948.</p>
<p>(<a href="http://www.omep.org.br/index.jsp">http://www.omep.org.br/index.jsp</a>)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Minhocasa-logo1.jpg"></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Minhocasa-logo1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-342" title="Minhocasa logo" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Minhocasa-logo1.jpg" alt="" width="125" height="125" /></a>Minhocasa</strong> &#8211; para quem procura uma alternativa para o aproveitamento dos restos da comida de casa, este projeto é uma ótima idéia.</p>
<p>(<a href="http://www.minhocasa.com.br">http://www.minhocasa.com.br</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Resíduos na Alemanha</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 10:39:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Lixo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Alemanha, a coleta de resíduos sólidos urbanos é tarefa dos municípios e cada um criou o seu próprio sistema de forma a cumprir com a lei.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Texto retirado da tese de doutorado de Ana Claudia Nioac de Salles &#8211; Maio 2009 (<a href="http://www.ppe.ufrj.br">www.ppe.ufrj.br</a>)</em></p>
<p>Na Alemanha, a coleta de resíduos sólidos urbanos é tarefa dos municípios (aproximadamente 10.000) e cada um criou o seu próprio sistema de forma a cumprir com a lei de gerenciamento dos resíduos. Os dois métodos básicos de recolhimento dos materiais são a partir da coleta seletiva feita nos estabelecimentos e nas residências e da entrega nos pontos de coleta. Dependendo do tamanho da população, contêineres ou caixas são colocados nas ruas ou em uma área específica designada.</p>
<p>A primeira lei alemã para gestão dos resíduos foi posta em vigor em 1972, a fim de evitar graves riscos ambientais a partir da disposição em aterros ou outras atividades de destinação final. Até 1990, a coleta seletiva funcionou positivamente e nesse momento surgiu a idéia de incorporar à legislação a responsabilidade das indústrias produtoras pelo descarte dos materiais por elas produzidos. A primeira portaria a entrar em vigor foi para embalagem: <em>P</em><em>ackaging Ordinance</em> em dezembro de 1991. Esta portaria foi alterada em 1998 e em 1999 integrou toda experiência com o desenvolvimento de tecnologias e sistemas de reciclagem de embalagens até o momento na Alemanha. Algumas das idéias básicas que estão por trás dessa medida são:</p>
<ul>
<li>Princípio do poluidor-pagador: as empresas produtoras de materiais para embalagem são responsáveis pela coleta e disposição final dos mesmos.</li>
<li>Devolução de determinadas embalagens nos pontos de venda em parceria com o sistema de reembolso dessas embalagens usadas.</li>
<li>Foi estabelecido um período de transição e adaptação de 4 anos, entre 1991 e 1995. Após esse período metas/quotas foram estabelecidas e fiscalizadas, como a garantia do recolhimento de no mínimo 72% das embalagens para bebidas.</li>
</ul>
<p>A partir da imposição dessas leis, foi criado o <em>Dual System</em> <em>Deutschland </em>(Sistema Dual Alemão &#8211; DSD) para recolher e processar os materiais de embalagem separadamente no lugar da gestão dos resíduos sólidos urbanos municipais. Esse sistema integrou a maior parte dos esforços desenvolvidos pelos municípios para coletar materiais recicláveis e, assim, colocá-lo sob uma nova organização.</p>
<p>A organização do DSD licenciou a logo <em>Der Gr</em><em>ü</em><em>ne Punkt</em> (o Ponto Verde) (ver Figura 1). Os fabricantes de embalagens devem pagar uma taxa de licença (calculado de acordo com o seu peso e tamanho) para poder imprimir o selo nos seus produtos. Apenas as embalagens com esse selo podem ser recolhidas e recicladas pela organização do <em>Dual System</em>. Esse sistema não lida com a coleta, a triagem e a reciclagem dos materiais, mas sim da contratação de empresas para realizar essas tarefas, que são pagas com uma “taxa de licença” para garantir o fluxo dos materiais recicláveis. Algumas organizações foram criadas, como a Organização Alemã para Reciclagem de Plástico (em inglês<em> German Organization</em><em> for Plastics Recycling</em>), para organizar a indústria de reciclagem dos materiais já separados. A<em> German Organization for Plastics Recycling </em>é responsável por toda a reciclagem do material plástico recolhido que está dentro da sua quota estabelecida pelo <em>P</em><em>ackaging Ordinance</em>. Essa medida não só garantiu a coleta e disposição final dos resíduos, mas como estimulou os fabricantes a repensarem nas suas embalagens, reduzindo a quantidade de matéria-prima utilizada para embalar determinados produtos.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DSD-logo.jpg"><img class="size-full wp-image-320   alignleft" title="DSD logo" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DSD-logo.jpg" alt="DSD logo" width="115" height="103" /></a></p>
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<p style="text-align: left;">Figura 1 – Logo “O Ponto Verde” do <em>Dual System Deutschland</em><em> </em></p>
<p style="text-align: left;">Fonte: DSD, 2008</p>
<p>Desde 1991, a quantidade de embalagens de plástico recolhidas e recicladas aumentou drasticamente. No final dos anos 1980 foram coletadas e recicladas apenas 10.000 toneladas e em 1998 o número registrado foi bem maior, 567.000 toneladas (WOIDASKY, 1999).</p>
<p>No entanto, é importante ressaltar que tais critérios só visam otimizar a taxa de reciclagem e não levam em conta o impacto ambiental global das embalagens ao longo de todo o seu ciclo de vida (desde a extração da matéria-prima até a disposição final do produto).</p>
<p>Até 1999, já existiam mais de 350 mil plantas de triagem na Alemanha. O depósito de PS e PE após a separação dos materiais pode ser visto na Figura 2. Diversas tecnologias são empregadas para separar os materiais: (i) uso de peneiras rotativas; (ii) separação por densidade no ar, na água ou em soluções aquosas; (iii) separação magnética; (iv) raios infravermelhos; (v) e até mesmo separação manual.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DE-triagem.jpg"><img class="size-full wp-image-321   alignleft" title="DE triagem" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DE-triagem.jpg" alt="DE triagem" width="249" height="185" /></a></p>
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<p style="text-align: left;">Figura 2 – Local de depósito de material separado em uma unidade de triagem na Alemanha</p>
<p style="text-align: left;">Foto: Ana Claudia Nioac de Salles, empresa Jakob Becker, Worms, Alemanha, 2008.</p>
<p>Algumas municipalidades e empresas responsáveis pelo manejo dos resíduos criaram uma alternativa para concorrer com o<em> Dual System</em>, o <em>Landbell-System</em>.</p>
<p>A <em>Landbell AG</em> desenvolveu um sistema de revenda <em>on-line</em>, que seja rápido, fácil e rentável, para que as empresas que possuem pequenas quantidades de embalagens descartadas possam cumprir com suas obrigações do <em>Packaging Ordinance</em>.</p>
<p>Em 2005, o total de resíduos produzidos na Alemanha foi de 332 milhões de toneladas, sendo 86% gerados pelo setor industrial e 14% pelo pós-consumo. Do total do pós-consumo, 13% foram embalagens. A quantidade de resíduos de plástico recolhidos foi 4,4 milhões de toneladas, sendo 1,2 milhão de toneladas de polietileno (27%) e 0,7 milhão de toneladas de polipropileno (16%). Do total dos resíduos plásticos coletados, 37% foram destinados para reciclagem mecânica, 37% para reciclagem energética, 8% para reciclagem química, 10% para aterros sanitários e 8% foram armazenados.</p>
<p>Do total de resíduos coletados nas residências de 46,5 milhões de toneladas, apenas 9% são representados por embalagens plásticas, como pode ser visto na Figura 3.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lixo-coletado-DE.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lixo-coletado-DE1.jpg"><img class="size-full wp-image-327 alignleft" title="lixo coletado DE" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lixo-coletado-DE1.jpg" alt="lixo coletado DE" width="344" height="182" /></a></p>
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<p style="text-align: left;">Figura 3 &#8211; Composição média do lixo coletado na Alemanha (% em massa)</p>
<p style="text-align: left;">Fonte: CONSULTIC, 2005.</p>
<p>A informação mais recente encontrada para os resíduos plásticos na Alemanha foi o estudo elaborado pela CONSULTIC (2005) no ano de 2005. A previsão para 2007 era de que a sua geração aumentasse expressivamente com relação aos anos anteriores a 2003 e cada vez mais esses resíduos passassem a ser destinados para a reciclagem energética, como pode ser visto na Figura 4.</p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DE-longo-tempo-geracao-lixo1.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DE-longo-tempo-geracao-lixo2.jpg"><img class="size-full wp-image-329 alignleft" title="DE longo tempo geracao lixo" src="http://www.econosco.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DE-longo-tempo-geracao-lixo2.jpg" alt="DE longo tempo geracao lixo" width="408" height="171" /></a></p>
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<p style="text-align: left;">Figura 4 – Geração e disposição final dos resíduos plásticos na Alemanha (em milhões de toneladas)</p>
<p style="text-align: left;">Fonte: CONSULTIC, 2005.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Do berço ao túmulo</title>
		<link>http://www.econosco.com.br/2010/01/do-berco-ao-tumulo/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 18:35:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Eco]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é melhor para a saúde do planeta? Usina hidrelétrica ou nuclear? Álcool ou biodiesel? A resposta a essas perguntas não é uma questão de gosto ou de fé. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Coluna publicada no site O Eco 23/07/2007, 20:01 &#8211; por Ana Claudia Nioac de Salles</em></p>
<p>O que é melhor para a saúde do planeta? Usina hidrelétrica ou nuclear? Álcool ou biodiesel? Apesar do que se lê diariamente nos jornais, a resposta a essas perguntas não é uma questão de gosto ou de fé. Exige conhecimento dos impactos ambientais de cada uma dessas fontes de energia, em todo o seu processo produtivo e operacional, principalmente sobre a rota tecnológica adotada e o destino final dos resíduos gerados.</p>
<p>Nos laboratórios dos centros de pesquisa, das universidades e das empresas do mundo todo, são estudados e testados esses impactos – e os benefícios – ambientais, econômicos e sociais, e eles existem nas mais diversas fontes de energia. Metodologias e tecnologias são constantemente desenvolvidas para dar suporte a essas análises.</p>
<p>Uma dessas ferramentas, que pode contribuir para orientar a avaliação da alternativa energética mais adequada para uma localidade específica, é a Análise de Ciclo de Vida, padronizada globalmente pela norma ambiental da série ISO 14040.</p>
<p><strong>Ciclo de Vida</strong></p>
<p>A Análise de Ciclo de Vida é um balanço da massa e da energia de um determinado produto ou serviço, identificando seus impactos ambientais desde a matéria-prima que entra em sua produção, passando pelo seu uso, até chegar à disposição final de seus resíduos, ao longo de todo o processo. Ou seja, uma análise “do berço ao túmulo”.</p>
<p>Para entender melhor essa ferramenta, tome-se como exemplo o ciclo de vida do biodiesel, que está na ordem do dia. Primeiramente, deve ser identificada a matéria-prima de que o óleo é feito, seja ela de origem vegetal (soja, milho, mamona), de gordura animal ou de fritura. Se for de origem vegetal, devem ser avaliados os procedimentos adotados na preparação da terra, mecanismo de colheita e os produtos aplicados no cultivo da oleaginosa, inclusive o uso de fertilizantes e pesticidas. Em seguida, é preciso levar em conta a tecnologia utilizada para fabricação do biodiesel, se é rota metílica, caso ela seja de origem mineral, ou etílica, se ela for vegetal. Sem esquecer qual o tratamento e a destinação dados às sobras desses processos. O combustível gasto com seu transporte também se leva em consideração em todas as etapas.</p>
<p>Feito esse levantamento, contabilizando a entrada e a saída de materiais e de energia de ponta a ponta, dá para conhecer o efetivo impacto ambiental do ciclo de vida do biodiesel. O caso da Brasil Ecodiesel, noticiado na seção de Salada Verde, aqui em o O Eco na semana passada, é um exemplo do que pode acontecer pelo caminho. A empresa foi acusada de despejar resíduos de sementes de mamona e outras oleaginosas prensadas no rio Poty, causando mortandade de peixes e mau cheiro. Eis uma boa amostra de impacto negativo no ciclo do biodiesel.</p>
<p><strong>Balanço de energia</strong></p>
<p>A Análise do Ciclo de Vida melhora a decisão de investimento, por quantificar o fluxo de material e de energia do produto, contribuindo, portanto, para se buscar melhoras de eficiência em cada etapa do processo, promovendo uma relação sustentável entre indústria e meio ambiente. Por exemplo: uma das possíveis ações discutidas como medidas de mitigação das mudanças do clima é o investimento em fontes renováveis (aquelas obtidas de fontes naturais capazes de se regenerar ou renovar, ou seja, que são inesgotáveis, tais como sol e vento).</p>
<p>No caso da energia solar, há muitas vantagens. A não emissão de gases de efeito estufa durante a geração de energia elétrica. O fato de que o Brasil detém 90% das reservas mundiais de silício, matéria-prima dos módulos fotovoltaicos. E ainda a facilidade de instalação em lugares de difícil acesso, que requerem autonomia de funcionamento, pois necessita de pouca manutenção.</p>
<p>Por outro lado, a fabricação dos módulos fotovoltaicos exige mineração, atividade impactante até quando cumpre as leis ambientais. Ela consome muita energia elétrica e tem elevado custo de investimento. Implica também a instalação de coletores em grandes áreas, que pode provocar alterações no índice de refletividade da superfície terrestre. Ela tem ainda baixa vida útil – dura em torno de 10 anos. E necessita de local adequado para o descarte dos módulos e das baterias, que contêm chumbo, um metal pesado.</p>
<p>A energia eólica, por outro lado, promete vantagens significativas, como a geração de energia elétrica sem emissões de gases de efeito estufa. Não dependência de água como elemento motriz, nem como fluido de refrigeração. Especialmente no Nordeste, compensa a variação sazonal do regime hidrológico, complementando a falta de chuva com a abundância de vento. A área entre as turbinas pode ser utilizada para plantio ou criação de animais. E uma usina demanda pouco tempo para ser instalada.</p>
<p>Mas até ela tem lá suas desvantagens. As turbinas eólicas são uma fonte de energia intermitente, sujeita às variações do clima e dependente da velocidade do vento. Por isso, durante uma boa parte do tempo, um aerogerador não produz energia elétrica, o que gera harmônicos – ou seja, ruídos – na rede, encarecendo o seu custo de operação. Ela requer grandes áreas, para gerar quantidades significativas de eletricidade. Tem impacto visual, mesmo que isso seja uma questão de gosto, pois há quem ache muito fotogênicos os campos enfeitados por dezenas de turbinas. Ela produz ruído de baixa frequência, uma espécie de sopro, que parece perfeitamente aceitável nas primeiras horas para quem está perto, mas pode a longo prazo incomodar os ouvidos mais sensíveis. Ela causa eventualmente prejuízos à fauna, se for instalada nas rotas migratórias de pássaros. Até o movimento de sombras e o reflexo das pás pode afetar o microclima da vegetação ao redor de uma turbina, ou mesmo a produção agrícola na vizinhança. Sem falar que interferem na transmissão de televisão e rádio próximos as fazendas eólicas.</p>
<p>Todas as fontes apresentam vantagens e desvantagens. Nos últimos anos, as discussões sobre as mudanças climáticas estão na moda. Uma moda boa, que alertou a população para uma verdade inconveniente, antes só conhecida e comentada no meio científico e acadêmico. O assunto é constantemente capa de jornais e revistas. E os leigos já engolem até relatórios do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima.</p>
<p>Contudo, a complexidade do tema leva, muitas vezes, à distorção das informações a respeito das possíveis medidas que podem atender às nossas necessidades energéticas com mínimo impacto ambiental. O que deve embasar o investimento em uma determinada fonte de energia são as características e particularidades de cada localidade, uma vez que sua disponibilidade varia, entre outras coisas, de acordo com as condições climáticas e geográficas, e sua viabilidade é influenciada por fatores econômicos, tecnológicos, ambientais, sociais e legais.</p>
<p>Esses foram só uns exemplos para ilustrar a importância de se avaliar os impactos ambientais, econômicos e sociais, ao longo de todo o processo de cada fonte de energia antes de criticá-la ou elevá-la a categoria de solução miraculosa para a crescente demanda energética e as mudanças climáticas. Daqui pra frente, tentaremos aqui separar as alternativas energéticas das dúvidas e dos mitos que as cercam. Torçamos para que o ciclo de vida desta coluna traga mais ganhos que perdas.</p>
<p><!-- START of joscomment --></p>
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