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CONSUMO CONSCIENTE, COMPORTAMENTO INCONSISTENTE



Cidadãos costumam se considerar "verdes", por suas atividades como reciclagem, descarte adequado de resíduos e preferência por produtos reutilizáveis.


A Good Must Grow, empresa de marketing socialmente responsável – criou um Índice avaliando a importância que os consumidores atribuem às compras de empresas socialmente responsáveis, ações realizadas para apoiar tais produtos e serviços, e intenção futura de aumentar o valor que gastam com organizações responsáveis.


Em seu último estudo sobre Consumo Consciente de Gastos observou-se que desde que atingiu uma alta de 90% em 2015, número de americanos que se dizem “verdes” tem diminuído continuamente. Em 2019, somente 77% se colocam nesta categoria, e em meados do ano passado, apenas 72% relataram participar de atividades ambientalmente corretas.

“Is Good Still Growing?”
O índice de gastos do consumidor consciente

Mesmo o mais “verde dos verdes”, ainda que involuntariamente consome plástico. Em dados de 2018, 1 milhão de garrafas de plástico são compradas a cada minuto.


Todos os anos são usadas aproximadamente 500 bilhões de sacolas plásticas descartáveis ... aquelas que servem apenas para transportar mercadorias das lojas até sua casa


Artigo de Laura Parker para a National Geoographic indica que a luta por causas ambientais não tem sido suficiente para reduzir as toneladas de lixo plástico descartados e o ambiente mais afetado são os oceanos.


De 1950 até hoje já foram produzidos 9,2 bilhões de toneladas de plástico

PLANETA OU PLÁSTICO | National Geographic.


Resolver a questão do plástico assim como as questões das mudanças climáticas, depende de como o ser humano vai se comportar nas próximas décadas. E ambas estão relacionadas ao petróleo, mas diferem em um ponto: a durabilidade do plástico.


Em tese, a tecnologia e a restauração de ecossistemas naturais possibilitariam a remoção de CO2 da atmosfera, mas não existe nada que elimine o lixo plástico, material praticamente indestrutível que não se desintegra.


Mudar o comportamento é tão importante quanto

mudar o produto


Já abordamos por aqui a diferença entre o consumo e o consumismo.

No primeiro, as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário, já o consumismo, se caracteriza pela aquisição de bens ou serviços, em geral supérfluos, em razão do seu significado simbólico (prazer, sucesso, felicidade) muitas vezes induzido pela mídia.


Em 2016 o Instituto AKATU realizou com seus parceiros a pesquisa “Caminhos para Estilos Sustentáveis de Vida” que buscava responder à seguinte pergunta: quais são os fatores que aceleram e os que dificultam a mudança de comportamento das pessoas para que elas adotem estilos sustentáveis de vida?


Resumidamente, partir da análise do discurso e da prática dos entrevistados ela apresentou “Barreiras” (O que dificulta a mudança) e “Gatilhos” (O que facilita a mudança).

No primeiro tópico encontramos barreiras como: sair da ‘zona de conforto’ que as escolhas e práticas sustentáveis podem gerar; obstáculos em função de idade, saúde ou condição física; obstáculos para a adaptação do espaço ou a falta de espaço para a adoção de práticas sustentáveis; a crença de que o que é mais sustentável é mais caro; percepção de impotência, com sensação de que a atitude individual pode não impactar o todo.


Quanto aos gatilhos, encontramos: a mudança sendo percebida como uma possibilidade de evolução; práticas sustentáveis podem tornar a vida mais fácil, e até mais divertida; “moeda”’ de troca - o balanço positivo dos impactos reais da mudança de comportamento; adotar algumas práticas sustentáveis, é melhor do que tentar fazer todas e desistir; fazer parte de algo maior, ser protagonista da mudança.


Na conclusão da pesquisa uma frase dá a pista da dificuldade da transição para um consumo mais sustentável:

“Na perspectiva geral dos consumidores, um produto sustentável deve primeiro atender todas as demais expectativas, sendo a sustentabilidade um atributo adicional.”

O ser humano tende a se preocupar com suas necessidades antes de se preocupar com o planeta, sem perceber que o planeta é sua maior necessidade.


Motivação para que superemos o egoísmo.


Em 2006, nos EUA foi criado o conceito de empresa que visa como modelo de negócio o desenvolvimento social e ambiental.

.O objetivo é redefinir a noção de sucesso de uma empresa equilibrando propósito e lucro acreditando que a responsabilidade (ou solução) não virá apenas no governo.


Uma nova mentalidade empresarial para conduzir os negócios onde serão criados benefícios para todas as partes interessadas (stakeholders), não apenas aos acionistas (shareholders).


A campanha “Vote todos os dias” (em inglês) estimula o consumidor a escolher empresas cerificadas “B Corp” como uma forma de exercer seu direito de eleger empresas que tratem pessoas, ambiente e comunidades de maneira mais justa.



Cria pressão sobre quem produz e vende, encorajando mais e mais empresas a equilibrarem lucro, propósito e estimula quem compra a sair da zona de conforto e pensar na coletividade com maior consciência sobre o impacto de suas escolhas no mundo.


Um bom exemplo de que essa mudança de comportamento é possível saiu em matéria no portal Criança e Consumo, que tem como objetivo divulgar e debater ideias sobre as questões relacionadas à publicidade de produtos e serviços dirigida às crianças.

A notícia informa que a marca de sorvetes Ben & Jerry’s assinou um termo de compromisso e se posiciona pelo fim da publicidade infantil. A postura da empresa reafirma que, mesmo comercializando produtos desejados e consumidos por crianças, é plenamente possível direcionar publicidade apenas para o público adulto, contribuindo para a formação de uma sociedade mais justa e reforça a defesa e proteção dos direitos das crianças em cumprimento à legislação brasileira.



Consumidores (nós!) carregam comportamentos profundamente enraizados, e é preciso um compromisso contínuo de trocar os maus hábitos por outros melhores.


Se tivermos pessoas consumindo de forma mais planejada, o próximo passo será fazer com que essa consciência atinja uma massa crítica através de comunicação e educação para o consumo, criando uma geração de consumidores conscientes.


Consumidor consciente é aquele que tem o poder da escolha sobre os impactos que causa


Cada um de nós, com atitudes simples no dia a dia, pode contribuir para atingir os ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Quer saber como? Assista!







Saiba mais sobre o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 12 – ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis.

FONTES:

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