COP30: o futuro não será escrito por quem torce contra
- É conosco

- 24 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

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Desde antes de começar, a COP30 em Belém já era alvo de críticas: acusada de ser “só mais um evento”, questionada pelo lobby dos combustíveis fósseis e desacreditada por negacionistas que torcem pelo fracasso de qualquer avanço climático. A COP30 não resolveu tudo e nenhuma conferência resolveria. Mas os avanços obtidos, mesmo sob forte oposição, demonstram que o movimento pela regeneração já ultrapassou o ponto de não retorno político.
Quando se olha para o conjunto das decisões, o resultado é claro:
Mesmo sob enorme pressão, a conferência entregou avanços concretos e simbólicos que reforçam que a transformação já está em curso e que passa, necessariamente, pela Amazônia
É conosco levantou dez conquistas que desmontam a narrativa de que “a COP não serve para nada” e mostram que, apesar da resistência de grupos poderosos, há progresso real acontecendo.
1. Pacto de Belém pela Proteção das Florestas Tropicais
Uma articulação inédita entre países amazônicos, africanos e do Sudeste Asiático para reduzir o desmatamento e ampliar áreas protegidas até 2030. O conjunto de 29 decisões acordadas por 195 partes, dão um recado forte para quem insiste em minimizar o papel das florestas na regulação climática.
2. Acordo Global para Fim do Desmatamento Ilegal (2030)
Com metas mensuráveis e monitoramento por satélite, o acordo reforça que transparência e responsabilização são possíveis, mesmo quando isso contraria interesses econômicos de curto prazo.
3. Ampliação do Fundo de Perdas e Danos
Apesar de ser um ponto historicamente travado, a COP30 conseguiu novas contribuições para apoiar populações vulneráveis diante de enchentes, secas e extremos climáticos. Povos indígenas e comunidades tradicionais, muitas vezes ignorados, passam a receber recursos diretamente.
4. Criação da Coalizão Amazônia 2030
Governos, especialistas, empresas e sociedade civil se unem para impulsionar a bioeconomia, a sociobiodiversidade e a pesquisa aplicada. Em um contexto de descrença global, a coalizão prova que há caminhos técnicos e políticos para transformar a economia da floresta.
5. Compromisso Latino-Americano para uma Transição Energética Justa
A região assumiu metas para ampliar fontes renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, um avanço significativo em um ano marcado pelo lobby agressivo da indústria do petróleo.
6. Fortalecimento do Acordo Global de Redução de Metano
Novos países aderiram e aceitaram mecanismos mais robustos de monitoramento. Mesmo com pressões contrárias do setor de petróleo e gás, o metano, um dos gases mais potentes, ganhou atenção e cobrança real.
7. Protagonismo dos Povos Indígenas
Contra todas as tentativas de marginalização, as lideranças indígenas conquistaram espaço institucional, voz ativa nas decisões e acesso direto ao financiamento climático. É o reconhecimento de que as maiores soluções vêm dos territórios.
8. Programa Internacional de Cidades Amazônicas Resilientes
A COP30 trouxe investimentos para mobilidade limpa, saneamento, infraestrutura verde e adaptação climática. Uma resposta concreta às críticas de que “nada chega às cidades”, que são, afinal, onde vive a maior parte da população da floresta.
9. Diretrizes Globais de Finanças Verdes e Desinvestimento em Fósseis
Mesmo sob resistência de investidores conservadores, bancos multilaterais e grandes fundos formalizaram regras mais rígidas para limitar o financiamento de petróleo, carvão e gás. E ampliaram investimentos em soluções baseadas na natureza.
10. Pacto Global por Sistemas Alimentares Sustentáveis
A alimentação, tema historicamente tratado como secundário, finalmente ganhou status de prioridade. O pacto estabelece metas para reduzir desperdício e ampliar a agricultura regenerativa, combatendo emissões e fortalecendo a segurança alimentar.
Belém mostrou que o futuro não será escrito por quem aposta no fracasso
A COP30 não encerra a crise e nenhuma COP faria isso. O que importa é que, apesar da sabotagem explícita de quem lucra com o atraso, os avanços conquistados provam que a agenda da regeneração seguem uma marcha sem volta.
Para quem apostava no fracasso, Belém respondeu com compromissos concretos, articulação global e o protagonismo de quem vive e protege a floresta.
No portal É conosco, seguimos acompanhando esse processo, fortalecendo a cidadania climática e traduzindo as mudanças que já estão remodelando nosso futuro comum.
Al Gore, ex-vice-presidente americano e Nobel da Paz, esteve presente na COP30 e afirmou:
“O futuro da nossa civilização está em risco e o Brasil, está se destacando nesse novo foco na economia global. É possível investir em transição para a energia renovável, uso sustentável da terra e outros negócios que não roubam do nosso futuro para ter lucro no curto prazo”

Conheça o The Climate Reality Project Brasil, a filial brasileira do The Climate Reality Project, organização global criada pelo ex-vice-presidente e Nobel da Paz, Al Gore em 2006, com uma rede de mais de 20 mil voluntários pelo mundo, sendo quase 4 mil localizados no Brasil.




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