Liderança é escolha: que futuro sua empresa ajuda a construir?
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A pergunta é dirigida a qualquer gestor e é desconfortável:
Se todas as empresas do seu setor operassem exatamente como a sua, o resultado coletivo seria mais sustentável?
A crise climática já não é um alerta distante. Ela impacta cadeias produtivas, acesso a recursos, reputação de marca, custo de capital e comportamento do consumidor. O risco deixou de ser apenas ambiental e se tornou econômico e estratégico.
Nesse contexto, liderança não é apenas entregar resultado no próximo trimestre. É decidir quais práticas a empresa irá normalizar.
Prosperidade baseada exclusivamente em volume, giro acelerado e descarte contínuo está mostrando seus limites. O modelo que trouxe crescimento nas últimas décadas começa a pressionar o próprio sistema que o sustenta: clima instável, escassez de insumos, insegurança hídrica, volatilidade energética.
Ignorar isso não preserva competitividade. Apenas adia o ajuste.
Empresas são estruturas de decisão. E cada decisão de compras, design, logística, comunicação, metas e incentivos, reforça um padrão de mercado.
Ao rever processos para reduzir desperdícios, a organização ganha eficiência. Ao priorizar fornecedores responsáveis, reduz risco. Ao desenhar produtos com maior durabilidade ou circularidade, fortalece posicionamento. Ao integrar critérios ESG à estratégia central e não como apêndice, constrói resiliência.
Não se trata de altruísmo. Trata-se de inteligência de longo prazo.
Há um movimento silencioso em curso: consumidores mais atentos, investidores mais criteriosos, jovens talentos que escolhem onde trabalhar com base em propósito real. Empresas que entendem essa mudança não apenas se adaptam, lideram.
A pergunta que fica para qualquer gestor é desconfortável, mas necessária: se todas as empresas do seu setor operassem exatamente como a sua, o resultado coletivo seria mais sustentável?
Essa reflexão não é filosófica. É estratégica.
Reduzir consumo desnecessário na operação, combater desperdícios estruturais, revisar metas que incentivam excesso, alinhar crescimento com regeneração, tudo isso começa dentro da governança.
O futuro dos negócios não será definido apenas por inovação tecnológica, mas por maturidade cultural.
Estratégias ganham força quando encontram narrativas capazes de mobilizar pessoas, alinhar times e dar coerência entre discurso e prática. É nesse território, onde propósito, decisão e comunicação se encontram, que as mudanças deixam de ser promessa e passam a redesenhar, de fato, o padrão de prosperidade que escolhemos sustentar.

Conheça a filial brasileira do The Climate Reality Project, organização global criada pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Nobel da Paz, Al Gore, em 2006. Presente em 12 países e regiões-chave, conta com uma rede de mais de 50 mil voluntários pelo mundo, sendo mais de 4 mil localizados no Brasil. Aqui, o The Climate Reality Project, é representado pelo Cento Brasil no Clima.




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